Avaliação neuropsicológica
Entender como você funciona, e por quê.
Um processo de 10 a 14 horas, distribuído em 2 a 3 meses, que mapeia atenção, memória, linguagem, funções executivas, personalidade e história de vida — e termina num laudo escrito e numa devolutiva em que tudo isso é explicado para você. Presencial em Belo Horizonte e online.
Para que serve
Quando uma avaliação neuropsicológica faz sentido
A avaliação neuropsicológica responde a uma pergunta ampla: como esta pessoa funciona. Não é um teste de inteligência, não é um questionário longo, e não é um carimbo diagnóstico. É um mapa de onde está o esforço e onde está a folga, feito com provas padronizadas e lido em conjunto com a sua história.
São perguntas que costumam chegar aqui:
Se a sua dúvida já tem um recorte fechado — “é TDAH ou é ansiedade?”, “preciso de um documento para a escola” — talvez o processo indicado seja mais curto. Veja o psicodiagnóstico, e, na dúvida, o primeiro contato serve exatamente para dizer qual dos dois responde à sua pergunta.
Como funciona
O processo, do primeiro contato ao laudo
As etapas abaixo não são uma lista de testes a cumprir. Cada uma responde a uma parte da pergunta, e o que aparece numa etapa muda o que se investiga na seguinte.
Entrevista clínica ampliada
História de vida, escolar e de saúde, contexto atual e — principalmente — o que motivou a pergunta agora. Quando é o caso, com participação de familiar ou responsável. É aqui que se define o que a avaliação precisa responder.
Entrevista estruturada e anamnese dimensional
Um roteiro validado percorre os critérios diagnósticos de forma sistemática, somado a um protocolo próprio de anamnese que organiza a trajetória de desenvolvimento por domínios. Evita os dois erros simétricos: o diagnóstico dado por semelhança superficial e o quadro que passa despercebido porque ninguém perguntou.
Avaliação cognitiva
Provas padronizadas de inteligência, atenção, velocidade de processamento, memória de trabalho, memória verbal e visual, linguagem, habilidades visuoespaciais e funções executivas. Aplicadas presencialmente, em sessões de cerca de uma hora e meia.
Cognição social e personalidade
Leitura de intenção e de estado mental alheio, reconhecimento de expressão, e os cinco grandes traços de personalidade — mais, quando indicado, traços maladaptativos e esquemas iniciais. Parte disso pode ser respondida em casa, no seu tempo.
Escalas complementares e informantes
Instrumentos específicos conforme a hipótese em investigação — funcionamento adaptativo, sintomas de atenção, traços do espectro, humor, sono — e, quando útil, a perspectiva de quem convive: família, escola, trabalho.
Integração com exames e com a equipe
Quando existem exames de neuroimagem, laudos médicos ou acompanhamento com psiquiatra ou neurologista, esse material entra na leitura. A avaliação não funciona em paralelo à sua equipe de saúde; funciona junto com ela.
Correção e integração dos resultados
Toda a correção é feita em sistema próprio, rodando localmente, o que elimina erro de conversão de tabela e devolve tempo para o que importa: cruzar os achados até que eles contem uma história coerente — ou até que fique claro onde eles não batem.
Laudo integrado
Documento escrito com o perfil por domínio, as hipóteses, o raciocínio que levou até elas — incluindo o que foi descartado e por quê — e recomendações concretas para estudo, trabalho, rotina e tratamento.
Devolutiva
Um encontro dedicado a explicar o laudo em linguagem que se entende, com espaço para perguntar. Quando é útil, a explicação também é gravada em vídeo, para que você possa rever e mostrar a quem precisa acompanhar o caso.
Prazo e valor
Quanto tempo leva e quanto custa
Tempo
- 10 a 14 horas de trabalho no total
- Distribuídas em 2 a 3 meses
- Sessões presenciais de cerca de 1h30
- Algumas escalas podem ser preenchidas em casa
Valor
- R$ 2.700 pelo processo completo
- Inclui todas as sessões, a correção, o laudo e a devolutiva
- Não há cobrança por sessão adicional dentro do escopo combinado
- Formas de pagamento e emissão de recibo são combinadas no primeiro contato
O escopo é definido antes de começar. Se, no meio do processo, surgir necessidade de ampliar a investigação, isso é dito e combinado — não aparece na conta no final.
O resultado
O que você leva no final
Um perfil, não um rótulo
O laudo descreve o seu funcionamento domínio por domínio: o que está preservado, o que está rebaixado, o que está apenas desorganizado, e como essas partes conversam entre si. O diagnóstico categórico aparece onde é necessário — ele abre porta para direito previsto em lei, adaptação escolar e acesso a tratamento —, mas não é onde o documento termina.
Recomendações que dá para executar
Estratégias para estudo e trabalho, ajustes de rotina e de ambiente, o que faz sentido treinar, o que faz mais sentido compensar, e o que a evidência sustenta como tratamento para aquele perfil. Cada recomendação vem acompanhada da razão pela qual está ali.
Documentos para quem precisa deles
Quando o caso pede, o material é preparado também para circular: relatório para a escola, síntese para a equipe médica, documento para fins de trabalho ou uso jurídico. Cada um escrito para o seu destinatário, com apenas as informações que aquele propósito exige.
Um ponto de partida para o que vem depois
Se houver continuidade — psicoterapia, reabilitação cognitiva, acompanhamento medicamentoso com a equipe médica —, ela parte de um mapa, e não de uma impressão. Veja como a avaliação orienta a psicoterapia.
O método
Como os resultados são lidos
Duas pessoas obtêm o mesmo desempenho rebaixado numa prova de memória de trabalho. Uma tem capacidade reduzida: o sistema comporta menos informação. A outra tem capacidade preservada e desorganização alta: o sistema comporta, mas perde o conteúdo por interferência. O número é o mesmo, o problema é outro e o tratamento também.
Essa distinção não aparece num laudo que se limita a reportar percentis. Ela aparece quando o mesmo dado é lido por camadas: a cognição separando capacidade de desorganização; os traços de personalidade como modulação do desempenho; os padrões maladaptativos como interferência; e, por cima de tudo, a psicopatologia lida em dimensões, e não apenas em categorias.
É um modelo autoral, descrito por escrito e aberto à leitura de quem quiser conferir o raciocínio:
- O modelo dimensional integrado de 4 camadas — a arquitetura que sustenta a leitura
- O modelo de avaliação em 12 domínios — o que é medido, e por quê
- IDNAP — o protocolo de anamnese dimensional usado na etapa 2
- HiTOP — a taxonomia dimensional que dá contexto ao perfil
Vamos conversar antes
O primeiro contato serve para entender a sua pergunta e dizer com franqueza se uma avaliação neuropsicológica é o que responde a ela — ou se o caminho é outro.
Pelo WhatsApp a resposta costuma ser mais rápida; pelo Doctoralia você já vê os horários disponíveis.