Serviços · O que eu faço
Seis formas de trabalho, uma única leitura.
Avaliação, psicodiagnóstico, psicoterapia, orientação de carreira, reabilitação e assessoria a colegas. Frentes diferentes, com o mesmo ponto de partida: entender como uma pessoa específica funciona, e não em que categoria ela cabe.
O fio condutor
A unidade de análise é o perfil, não o rótulo
A nosologia categórica trata o diagnóstico como uma classe à qual o caso pertence ou não pertence. Os modelos dimensionais contemporâneos, HiTOP e RDoC entre eles, tratam o mesmo fenômeno como posição em espectros contínuos. Dessa troca decorre uma consequência operacional. Se a unidade de análise passa a ser o perfil, medir, intervir e construir o instrumento deixam de ser atividades separadas e se tornam três movimentos do mesmo método.
1 · Medir o perfil
- Avaliação neuropsicológica
- Psicodiagnóstico
- Pareceres técnicos
2 · Usar o perfil
- Psicoterapia
- Reabilitação e intervenção
- Orientação de carreira
3 · Construir o que torna isso possível
- Instrumentos digitais próprios
- Protocolos autorais
- Produção científica
- Grupo de estudos e assessoria
Os três movimentos são interdependentes por construção. A intervenção só é específica na medida em que a avaliação que a precede discrimina entre perfis. A avaliação só é viável em escala clínica quando a correção e a integração dos dados estão instrumentadas. O instrumento só permanece confiável enquanto o modelo que o organiza é mantido sob revisão da literatura. E o ciclo se fecha na direção inversa: são os casos que o modelo não acomoda que obrigam à sua revisão.
Serviços
As seis frentes, em detalhe
O que cada uma é, como é conduzida, e para quem serve.
Avaliação neuropsicológica
Mapeamento completo de cognição, personalidade e história de vida em doze etapas, culminando em laudo integrado e devolutiva presencial e em vídeo. Para quando a pergunta é ampla: como esta pessoa funciona, e por quê.
As doze etapas não são uma lista de testes, cada uma alimenta uma camada de leitura. A entrevista e a entrevista estruturada estabelecem o contexto; as provas cognitivas separam capacidade de desorganização; a personalidade entra como modulação; os esquemas e traços patológicos, como interferência. O laudo não é a soma dos escores: é o padrão entre eles.
Psicodiagnóstico
Nem toda pergunta exige catorze horas de bateria. Quando alguém chega perguntando "é TDAH ou é ansiedade?", "é autismo?", "é burnout ou é depressão?", a investigação pode ser mais curta e mais direta, sem deixar de ser rigorosa.
Como funciona
- Entrevista clínica ampliada. História, contexto, funcionamento atual e o que motivou a pergunta.
- Entrevista estruturada. Percorre os critérios diagnósticos de forma sistemática. Evita tanto o diagnóstico apressado quanto o que passa despercebido.
- Leitura dimensional por cima da categórica. O critério diz se você cruza um limiar; a leitura dimensional diz onde você está no contínuo, e é isso que orienta o tratamento.
- Instrumentos escolhidos pela hipótese. Provas específicas para o recorte, não uma bateria padrão.
- Parecer. A conclusão, o raciocínio que levou a ela, e o que fazer a seguir.
Pareceres para terceiros
Quando o documento precisa circular (escola, equipe médica, empregador, uso jurídico) ele é redigido para esse fim: com a fundamentação que o destinatário precisa, e apenas as informações que o propósito exige.
Psicoterapia
Terapia funciona melhor quando a escolha da técnica não depende da abordagem em que o terapeuta se formou, mas do processo que sustenta o problema. Se a dificuldade é de regulação emocional, a ferramenta é uma. Se é uma crença profunda instalada cedo, é outra. Se é executiva, é outra ainda. E há o que nenhuma técnica alcança, e que pede escuta.
As quatro vozes
- Terapia Cognitivo-Comportamental orientada por processos. Não protocolo fechado por diagnóstico, mas escolha da técnica pelo processo-alvo. Identificado, quando há avaliação prévia, com dado em mãos.
- Terapia do Esquema. Para os padrões que se repetem em relação após relação e não cedem à reestruturação cognitiva comum: abandono, desconfiança, fracasso, padrões inflexíveis, subjugação. Trabalho mais longo e mais profundo.
- ACT e mindfulness. Aceitação, desfusão cognitiva e ação orientada por valores, com um protocolo estruturado de oito semanas para quem se beneficia de um programa com começo, meio e fim.
- Escuta clínica de fundo existencial. Algumas questões não são sintoma a reduzir: a relação com o tempo que passa, o ciúme e o que ele diz sobre o desejo, o desamparo sob o pânico, o sentido do trabalho e do vínculo.
O que a avaliação muda na terapia
Quando o paciente chega de um processo de avaliação, o plano terapêutico parte de um mapa e não de uma impressão. Duas pessoas com o mesmo diagnóstico podem precisar de planos opostos, e o perfil dimensional mostra qual é qual.
Orientação profissional e de carreira
A maior parte da orientação profissional funciona assim: você responde a um inventário de interesses, conversa sobre o resultado e sai com uma lista de cursos. O problema é que interesse é a parte fácil. Ele muda, e costuma responder mais ao que você conhece do que ao que você é.
Faltam duas coisas nessa conta. A primeira é como você de fato funciona: quanto você segura na memória de trabalho, com que velocidade processa, quanto sustenta atenção em tarefa longa, quanto lhe custa alternar entre demandas, como lê intenção alheia. A segunda é o que você valoriza de verdade, não o que você diz valorizar quando perguntado diretamente, que é uma pergunta que quase ninguém responde com precisão.
Como funciona
- Entrevista de trajetória. História escolar e profissional: o que funcionou, o que travou, e onde travou.
- Perfil cognitivo. Provas padronizadas de atenção, memória, velocidade, linguagem e funções executivas. Não é teste de QI. É o mapa de onde está o esforço e onde está a folga.
- Personalidade (Big Five). Os cinco traços e, principalmente, como cada um se manifesta em contexto de trabalho: o lado que ajuda e o que atrapalha.
- Hierarquia de valores por confronto par a par. Em vez de perguntar o que você valoriza, o método coloca seus valores em disputa direta, dois a dois, em formato de torneio. O que sobrevive ao confronto é mais confiável do que o que se declara, e cada escolha vem acompanhada do registro do porquê.
- Integração e plano. O cruzamento das três leituras, com cenários concretos: que tipo de função tende a render, qual tende a cobrar caro, e o que dá para compensar com estratégia.
Também inclui, quando é o caso
Preparação para processo seletivo e entrevista, escolha da versão de currículo por tipo de vaga, e revisão de posicionamento de perfil profissional.
Para quem
- Adolescentes escolhendo curso
- Adultos em transição de carreira
- Profissionais que estão rendendo bem e não estão bem
- Pessoas com TDAH ou no espectro que precisam escolher um ambiente de trabalho compatível, e não apenas uma profissão
Reabilitação e intervenção estruturada
A pergunta que quase nunca se faz sobre uma intervenção é: como saberemos se funcionou? Aqui ela é feita antes de começar. Cada programa define a meta e o critério de mudança clinicamente significativa na largada, e o acompanhamento mede contra esse critério, não contra a impressão de melhora.
O que é oferecido
- Reabilitação cognitiva. Treino de atenção sustentada, atenção dividida, memória de trabalho, inibição e flexibilidade, com tarefas derivadas de paradigmas validados. Indicado após AVC ou traumatismo cranioencefálico, no envelhecimento com comprometimento leve, e como adjunto no TDAH.
- Plano de atividades de vida diária. Sete áreas, idade esperada por marco e escala de atingimento de metas de −2 a +2. Usado sobretudo na população infantojuvenil e no envelhecimento.
- Protocolo de mindfulness em 8 semanas. Programa completo semana a semana integrando MBSR, MBCT e ACT, com prática formal e informal e plano de manutenção. Versões adulta, adolescente e pré-adolescente.
- Monitoramento por escalas. Acompanhamento com instrumentos padronizados ao longo do tempo, para separar mudança real de flutuação.
Isso não torna a reabilitação inútil. Torna-a uma peça dentro de um plano, não uma solução isolada. Programas comerciais que prometem prevenir demência ou curar TDAH não têm base para essa promessa; um deles foi multado nos Estados Unidos exatamente por isso. Aqui a promessa é outra: metas explícitas, medida honesta, e revisão do plano quando a medida não acompanha.
Assessoria a profissionais, pesquisadores e equipes
Serviços prestados a colegas e instituições, não a pacientes.
- Revisão metodológica e de referências. Avaliação crítica de qualidade metodológica de artigo, verificação de fontes e conferência de citações. Útil antes de submissão e em revisão por pares.
- Desenvolvimento de instrumentos digitais sob demanda. Ferramentas de aplicação, correção e análise para a prática clínica: cálculo de escores padronizados, curvas normativas, visualização longitudinal e geração de relatório. Arquitetura offline e em arquivo único. Nenhum dado de paciente sai do computador de quem aplica.
- Consultoria em avaliação dimensional. Implantação de leitura dimensional (HiTOP, RDoC, Big Five, PID-5) em serviços que hoje trabalham apenas com classificação categórica.
- Supervisão de casos de avaliação. Discussão de casos de avaliação neuropsicológica e psicodiagnóstico, com foco na integração dos achados.
Diferencial
O que a tecnologia própria muda na prática
Os instrumentos digitais desenvolvidos aqui não são vitrine. Eles têm cinco funções concretas no atendimento.
- Eliminam erro de tabela. Conversão de escore bruto em padronizado e leitura de percentil feitas por código, não por régua no manual.
- Devolvem tempo clínico. A hora que iria para correção vai para integração e devolutiva.
- Tornam o raciocínio explícito. Um funil que gera hipótese probabilística mostra por que chegou lá. Coisa que um laudo narrativo raramente faz.
- Rodam offline, em arquivo único. Nenhum dado de paciente sai do computador do consultório. Não é detalhe técnico: é a arquitetura de privacidade da prática.
- Viram material do paciente. Quadros de registro e automonitoramento construídos para o caso específico, que a pessoa leva para casa.
Qual dessas é a sua pergunta?
Se você não tem certeza de qual frente se aplica ao seu caso, o primeiro contato serve exatamente para isso, e não custa nada descobrir.
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