Neuro-Age Master
Um funil diagnóstico que percorre sete etapas, da triagem funcional ao laudo, e entrega hipóteses probabilísticas em vez de um escore. Roda inteiro no navegador, sem servidor.
A origem
De uma revisão sistemática para um instrumento
A conclusão central da revisão sistemática sobre progressão nas demências é que nenhum marcador isolado é patognomônico: o que discrimina as síndromes é o padrão relativo entre domínios. Essa conclusão tem uma consequência prática incômoda. Ler padrão à mão, cruzando dez ou doze escores ajustados por idade e escolaridade, é demorado e propenso a erro.
O Neuro-Age nasceu dessa consequência. É a arquitetura de bateria proposta naquela revisão, implementada como software: cada domínio com o instrumento sensível ao marcador diferencial, e o cruzamento entre domínios feito por código.
A arquitetura
Sete etapas
Triagem funcional
Índice de vulnerabilidade clínico-funcional, para situar o grau de fragilidade antes de qualquer prova cognitiva. Define se faz sentido prosseguir e com que profundidade.
Rastreio cognitivo
Instrumentos breves de uso livre, com correção automática e ajuste por escolaridade. O rastreio não decide nada sozinho, apenas calibra a etapa seguinte.
Bateria estendida por domínio
Memória episódica com reconhecimento, executivas, linguagem, visuoespacial, atenção e velocidade, cognição social e praxia. Um instrumento sensível ao marcador diferencial em cada domínio.
Mapeamento vascular
Registro estruturado dos achados de neuroimagem (infartos, lacunas, hiperintensidades, micro-hemorragias) conforme os padrões de reporte da doença de pequenos vasos.
Matriz de escores-Z
Todos os desempenhos convertidos para a mesma escala, ajustados por idade e escolaridade, dispostos numa matriz que torna o padrão relativo visível de uma vez.
Predição de hipóteses
Regressão probabilística sobre o padrão da matriz, gerando verossimilhanças para Alzheimer, frontotemporal, corpos de Lewy, vascular, comprometimento cognitivo leve e pseudodemência depressiva.
Gerador de laudo
Saída estruturada com o perfil por domínio, as hipóteses ordenadas por verossimilhança e, o ponto principal, o raciocínio que levou a cada uma.
Decisões de projeto
Três escolhas que definem o instrumento
- Hipótese probabilística, nunca diagnóstico. A saída é uma ordenação de verossimilhanças com o raciocínio explícito, não um veredito. O diagnóstico continua sendo do clínico, com a diferença de que agora ele vê por que o sistema chegou lá.
- Arquivo único, sem servidor. A plataforma inteira roda no navegador, offline. Nenhum dado de paciente trafega pela rede nem é armazenado fora do computador de quem aplica. Não é detalhe técnico: é a arquitetura de privacidade da prática.
- Apenas instrumentos de uso livre. A plataforma usa rastreios de domínio público e recebe escores-Z já calculados dos instrumentos protegidos, em vez de reproduzi-los. Isso permite que ela exista sem infringir direito autoral de editor.
Colaboração em validação?
Serviços e centros de referência em envelhecimento interessados em normatizar e validar o instrumento são muito bem-vindos.
Escolha o canal que preferir. Pelo WhatsApp a resposta costuma ser mais rápida; pelo Doctoralia você já vê os horários disponíveis.